Blogs como ferramentas de discussão cientifica

Doing Science Online é um artigo extenso mas muito interessante sobre como os blogs podem ser utilizados para partilhar e debater conhecimento cientifico.

Leitura recomendada a todos os que se interessam pelo tema e principalmente a investigadores que ainda sentem relutância em partilhar conhecimento online.

A análise vai desde Galileo, e da forma bizarra com que anunciou a sua descoberta, a exemplos de matemáticos famosos que mantêm blogs onde partilham as suas pesquisas e investigações abertamente gerando discussões que de outra forma não seriam possíveis.

Fala também de comunidades open source o que torna a minha opinião um bocado biased, mas eu juro que já estava adorar o conceito do artigo muito antes de chegar a esta parte.

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January 31, 2009. Tags: . blog, ciência, educação, tecnologia. Leave a comment.

Portugal eficiente a adoptar banda larga

Segundo um estudo apresentado pelo Phoenix Center, somos o terceiro melhor país da OCDE no que diz respeito à eficiência da adopção de Internet de banda larga, logo a seguir à Islândia e Bélgica.

Os dados provêm do estudo “What Really Drives Broadband Adoption Across the OECD? “, no qual a eficiência da adopção da banda larga nos 30 países membros da organização é medida com base  em características demográficas e económicas como os rendimentos, educação, idade ou densidade populacional de cada país.

Os dados dizem respeito à taxa de penetração de banda larga fixa em Dezembro de 2007.

Noticia completa no portal iGOV

June 2, 2008. Tags: , , . tecnologia. Leave a comment.

Introdução ao Modelo de Negócio do Software Livre

Software livre e do seu modelo de negócio são conceitos que soam sempre estranhos ao utilizador comum. Como é que é possível criar um produto, disponibilizá-lo livremente e ainda assim obter retorno? E… isso é sustentável?

O Bruno Miguel, colega do planet geek e participante activo na lista de suporte da nossa comunidade Ubuntu, publicou um pequeno ensaio intitulado “O que é o software livre e como ganhar dinheiro com ele –  Uma explicação simples, por um utilizador de desktop e adepto das novas tecnologias” que pretende responder de forma simples a estas perguntas. Boa Bruno!

O artigo é dirigido a uma audiência não técnica e introduz de forma agradável e objectiva alguns conceitos do software livre e do modelo de negócio que lhe está por trás, sempre de modo acessível e em jeito de conversa. Podem obter o artigo aqui.

May 8, 2008. Tags: . floss, open-source, tecnologia, ubuntu. 2 comments.

Diz que é uma espécie de Magazine… Tecnológica

Ora aqui está um projecto fantástico e que merece ser divulgado!

Alguns alunos de informática do IST resolveram criar A Tecnológica, a revista de IT do Técnico. Trata-se de uma revista feita por estudantes e que tem como objectivo fundamental promover os alunos do IST e ser um serviço de informação sobre o estado actual das Tecnologias de Informação nas Universidades e nas Empresas.

O resumo da primeira edição pode ser consultado aqui. A edição completa está nesta fase a ser distribuída em papel nos campi do IST. Infelizmente, já não vou ao Técnico com regularidade e por isso terei que esperar pela versão digital (ou que algum ex-colega queriduxo veja isto e me traga um exemplar 😀 ). De qualquer forma, os meus parabéns à organização pela iniciativa que é sem dúvida de louvar.

December 5, 2007. academia, educação, tecnologia. Leave a comment.

Delta aLANtejo|07

Depois do fórum de Software Livre (post em breve) a próxima paragem obrigatória é na aLANtejo nos dias 19, 20 e 21 de Outubro.

Este evento é organizado pelo Núcleo de Estudantes de Informática da Universidade de Évora em associação com a Delta Cafés e com o apoio da Universidade de Évora e da Câmara Municipal de Évora.

O evento vai contar com duas partes, uma lúdica e outra subordinada ao conhecimento. Esta última será pela primeira vez inteiramente dedicada ao Open Source, onde decorrerão conferências e workshops, com individualidades nacionais e internacionais do ramo.

Paralelamente às conferências decorrerá a parte lúdica do evento, a LAN Party , com diversos jogos da actualidade a concurso e com muitos e apetecíveis prémios para participantes e vencedores.

De salientar ainda que este evento será também a final do 1º Zend Concurso Nacional de Software Livre, que promoverá o melhor Software Livre feito em Portugal, estando os júris do concurso entre as maiores personalidades internacionais do mundo do Open Source.

Destacam-se ainda as presenças de Jono Bacon (Ubuntu), Juan José Sánchez (GNOME Mobile), Mirco Müller (OpenGL, GTK+), Daniel Lopez (BitNami), Daniel Liszka (Ruby on Rails) e Issac Clerencia (desenvolvimento de jogos).

Inscrevam-se já: http://alantejo.uevora.pt/2007/index.php?lang=pt

October 14, 2007. academia, floss, GNOME, tecnologia. Leave a comment.

As mulheres e a tecnologia

Este artigo vem integrado no tema do mês no Planet Geek – “As mulheres e a tecnologia”.

Existe uma ideia generalizada de que a área das tecnologias é “Mundo de homem” (com letra pequena). Normalmente a razão apontada para isto é “porque as mulheres não têm interesse!”. Sendo que nestas áreas existe uma notável falta de mão de obra especializada e que o desequilíbrio entre sexos é tão grande que as torna pouco saudáveis esta resposta é, por si só, vazia; de alguém que quer despachar a questão. Mais importante é tentar perceber porque é que este problema acontece e como pode ser colmatado. Vou em seguida apontar algumas razões que me parecem ser as mais significativas e nas quais é preciso intervir com rapidez.

Educação
Desde pequenos que homens e mulheres são tratados de forma diferente, em vários campos que não só as tecnologias, mas é particularmente evidente que as meninas raramente são incentivadas a gostar de tecnologias. Há dois pontos diferentes que contribuem para este desincentivo. Em primeiro lugar aquilo que a sociedade espera destas crianças e os brinquedos que lhes são oferecidos, normalmente quem recebe consolas, legos, etc são os rapazes, enquanto as meninas recebem barbies e tachinhos de cozinha (pelo menos no meu tempo era assim). Em segundo lugar, as pessoas que as rodeiam e que mais influenciam a sua maneira de ser. As mães e professoras são quase sempre conhecidas pela sua inaptidão para tecnologias e, pior ainda, assumem-no sempre como algo sem particular relevância. É claro que é sempre possível gostar de determinado assunto, mesmo quando não somos incentivados a fazê-lo, e espero que hoje em dia já ninguém tire o interesse a ninguém só por ser mulher, mas torna-se muito mais difícil ganhá-lo e em especial em idades mais tenras onde as nossas opções são muito influenciáveis e bastante determinantes para o futuro.

Role Models
É claro que existem mulheres que se interessam por tecnologias, mas geralmente tentam evitar a visibilidade. A visibilidade traz muitos problemas, requer muita confiança (tema que irei tratar em seguida), atrai trolls e comentários indesejados “só chegou aqui porque é gaja”, “olha, hoje esqueceu-se de tomar a pílula da boa disposição”, enfim acho que vocês ainda devem conhecer mais comentários assim que eu. O facto é que o modelo de role model é extremamente importante e necessário e é mais fácil estabelecer este tipo de relação com alguém do mesmo sexo. Assim, as meninas crescem sem exemplos de mulheres que tenham sucesso nesta área, antes pelo contrário, os exemplos são a mamã e a professora que, assumidamente, não percebem nada disto! É preciso que, por um lado, as mulheres destes ramos se tornem mais visíveis, e por outro lado que quem se está a iniciar aceite que ter pessoas do sexo oposto como role models não é nenhum bicho de sete cabeças e não se deixem desencorajar por isso.

Pessoas com as quais possam partilhar interesses
Os homens tendem a tornar-se amigos e mentores de outros homens, ou porque acham que as mulheres não vão ter interesse nos assuntos em que eles podem ajudar, ou porque têm medo de sofrer represálias do tipo “pois tás-te a aproximar da gaja né, o que tu queres sei eu…”. Enfim, não sei bem que razões é que levam a que isto aconteça mas não me admirava muito que fosse uma destas. Isto dificulta as coisas porque é difícil para uma mulher encontrar outras com as quais possa partilhar interesses nestas áreas e se os homens também se afastam as coisas complicam-se.

Confiança
O legado do “as mulheres não percebem nada disto” faz com que elas tendam a subestimar as suas capacidades e sejam menos confiantes. Eu vejo isto todos os dias, principalmente nas pessoas mais novas. A confiança no trabalho que desenvolvemos e no nosso valor é uma caracteristica absolutamente necessária tanto para o executar com sucesso, como para não nos atirarmos da ponte.
Até aqui estive a falar do lado “bom” desta caracteristica, mas na área da informática também é notável o seu lado exagerado e idiota. Se há área a qual os seus intervenientes demonstram confiança exagerada e egos inchados é a das tecnologias. Os exemplos mais cómicos são os miudos que são reis da informática porque sabem instalar o MS Windows, o individuo que descobre um formulário que não testa input e acha que amanhã já está a “hackar” a NSA, os pseudo-lispers-wannabe que acham que devem atacar todas as outras linguagens só porque sim mas não sabem muito bem como nem com que argumentos (tentam papaguear os seus role models), as miudas que se metem a escrever artigos em blogs sobre as mulheres e a tecnologia. São vários os exemplos que se podem dar aqui e tipicamente são estas as pessoas que se tornam mais visíveis quando alguém se inicia nestas áreas e ainda não tem a experiência necessária para poder olhar para eles de uma perspectiva crítica. Para as mulheres estas atitudes funcionam, normalmente, como um autentico repelente.

O grande problema das razões que apontei acima, é que isto funciona como um ciclo. Para aumentar o interesse das mulheres em formações tecnológicas é necessário que já existam mulheres de grande visibilidade nesta área. As tentativas de suavizar a informática também não me parecem ser solução nenhuma. É claro que informática não é só jogos, nem programação, nem apropos+man, mas, se tiramos os jogos, a programação, o negócio, ficamos com o que? O tuxpaint? É claro que também existem componentes mais artisticas, biológias e sociais (e tipicamente mais aceites pelas meninas) mas pintar a informática de cor de rosa também não é nada. É preciso resolver o problema mas é pela sua raiz.

August 1, 2007. floss, mulheres, tecnologia. 3 comments.